As gerações de crianças e jovens tecnológicos

As novas gerações parecem nascer a partir de um toque no “enter”. Desde pequenas já lidam com celulares, notebooks, computadores, iPods, MP3… Impossível não nos depararmos com crianças que parecem saber mais que os adultos no uso de eletrônicos e equipamentos de informática. Mas isso é sinal de uma inteligência privilegiada? Acreditamos que não. O contato com os gadgets desde tenra idade faz com que os pequenos desenvolvam competências e um raciocínio lógico em função da proximidade com estas ferramentas.

O videogame tornou-se o grande aliado da diversão, mas também de aprendizado e desenvolvimento de habilidades como a concentração e o raciocínio rápido. O notebook e o computador são fontes inesgotáveis de informação, ajudando inclusive nas pesquisas escolares (ainda existem alunos que frequentam as bibliotecas para pesquisas?). A interação acontece via web, em programas como o MSN, e em redes sociais como o Orkut, Facebook, Flickr e outros tantos, facilitando o contato em tempo real. Por outro lado, o contato está cada vez mais virtual, já que o tempo dedicado a brincadeiras em grupo reduziu significativamente, gerando crianças cada vez mais isoladas em apartamentos e condomínios fechados. Para esta realidade, contribuem tanto as novas tecnologias quanto a violência crescente nos grandes centros urbanos.

As crianças e jovens “high-tech” estão mais exigentes quanto ao entrenimento. Os brinquedos de duas décadas passadas já não fazem a cabeça da garotada. Hoje, jogos eletrônicos, netbooks, celulares, são os grandes sonhos de consumo e estão ajudando a construir esta geração mais antenada, mais ágil e mais conectada, e isso, dentro e fora da escola. Mas qual o preço de tanta inovação? Pesquisadores acreditam que o desenvolvimento psicológico das crianças é comprometido pelo isolamento que as atividades, como o uso do computador e de videogames, proporcionam. O progresso traz em si um custo. É preciso que pais, familiares e a comunidade escolar ajudem a equilibrar tais estímulos, contribuindo para um ambiente de trocas sociais saudáveis, interação e preparação para a vida real, sabendo lidar com críticas, elogios, frustrações e vitórias. Afinal, a vida vai muito além do virtual.

E pra quem duvida do que os pequenos são capazes, que tal assistir a este vídeo? Uma garotinha de apenas 2 anos brinca com um iPad e desenvolve sua capacidade leitora. Não é incrível?

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